Você sabe o que é Yoga da Caxemira?

O VERDADEIRO YOGA COMEÇA AO SAIR DA PRÁTICA ao mesmo tempo.

A Yoga tântrica de Caxemira é uma prática que não tem as características das outras tradições de yoga. Esta baseia-se principalmente na sensação e na exploração tátil, onde a ênfase não está colocada na postura, mas na percepção muito sutil de como se entra na postura, mantém-se e sai dela. Através de uma observação atenta do corpo passamos a compreender intimamente os mecanismos psicológicos, as resistências, as reações que nos condicionam como pessoas.

 

Qual é a filosofia ou os fundamentos e princípios em que este yoga se baseia?

O único fundamento é a escuta. Um olhar claro e direto da realidade. Ver o que é, sem intenção de intervir, deixando as percepções se implantarem. Isso quer dizer: perceber minhas reações, meus medos e minhas compensações. A ênfase está colocada no sentir; em como eu vou em direção à postura, como a vivo, como volto dela. Essa tradição não coloca o foco na ásana (postura) mesma e menos na conquista. Não há nada para conseguir, porque alcançar uma postura de ioga ainda não fez ninguém feliz no longo prazo. O que interessa é a escuta que permite descobrir os mecanismos ou padrões das pessoas.

 

A yoga sobre a tapeçaria estimula a escuta, mas o verdadeiro yoga começa no momento de sair da sala. Os espaços de compreensão profunda tocados durante a prática permitem ver o que antes você não viu sobre o seu funcionamento. É assim que se consegue tomar consciência de que a arrogância ou o medo que se experimenta ao realizar uma postura de yoga também esta presente na vida diária, com a família, os amigos, os alunos.

Não há um outro, a pessoa que tenho na frente é o meu espelho, meu guru, através do qual observo minhas reações. Você sempre deve voltar-se para você e deixar viver as emoções que lhe atravessam. É necessário pesquisar-se e temos sorte que a vida nos apresenta, sem cessar, situações conflituosas que nos permitem esta pesquisa.

Para que você pratica a Yoga da Caxemira?

Por nada de especial, só pelo prazer. Quando você se sentir na tapeçaria, você não sabe o que vai acontecer. É importante não ter rotinas. Não preparamos jamais uma aula, e o estudante flui sem saber para onde vai, não há demandas nem expectativas. Você começa a colocar a perna à direita, a subir o braço e observar os movimentos que se desdobram, as áreas de sensibilidade que se apresentam. É uma viagem sem fim e sem retorno. Não começa em lugar nenhum e não termina em lugar nenhum. Porque não há lugar nenhum para ir. Você está presente ao que se apresenta e aí você descobre muito de você…